Você sabe como enfrentar os desafios da inovação no setor público?

Você sabe como enfrentar os desafios da inovação no setor público?

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Tecnologias inovadoras invadem o mercado e nossas vidas todos os dias. Com a transformação digital, diversas organizações passaram a encontrar nessas ferramentas o caminho para otimizar processos, gerando benefícios para os negócios. No entanto, a inovação no setor público enfrenta seus próprios desafios.

Afinal, como implementar a transformação digital como parte da cultura dos servidores? Qual é o papel do gestor de TI nesse processo? Quais são os desafios e como superá-los?

Criamos este post para responder a essas e outras questões, mostrando como implementar a inovação no setor público com base em casos reais de sucesso. Confira!

O que significa inovar no setor público?

O cenário político-econômico atual exige um novo olhar sobre as estratégias adotadas pela gestão pública. A tecnologia desempenha hoje um papel de protagonismo nas organizações, e isso não significa apenas adotá-la como meio para aumentar lucros.

No setor público, sua principal contribuição está na capacidade de tornar os serviços mais eficientes e menos custosos. O que vemos na era da transformação digital é que isso está cada vez mais atrelado a mudanças estruturais, ou seja, não se trata simplesmente de substituir uma ferramenta por outra mais sofisticada.

Mudar os processos para melhorar os serviços oferecidos à população exige participação de todos os interessados, inclusive da população. Países como os Estados Unidos, por exemplo, já contam com agências focadas exclusivamente na inovação do setor público.

Mais do que viabilizar serviços, a tecnologia proporciona a melhoria contínua dos processos, otimizando o trabalho dos servidores e abrindo espaço para que os investimentos sejam redirecionados para novas demandas.

Por que o gestor de TI é essencial para a inovação no setor público?

O gestor de TI desempenha um papel de mediação entre as políticas públicas e as soluções tecnológicas. Sua função principal deve ser a de promover a comunicação entre os órgãos de gestão e a TI. Afinal, se o objetivo é implementar a inovação tecnológica nos serviços públicos, consequentemente é preciso ter conhecimento técnico à disposição.

Assim, é preciso assumir a responsabilidade pela gestão dos recursos à disposição — tanto tecnológicos quanto humanos. Uma mudança estrutural, principalmente quando envolve inovação, exige adaptação: das ferramentas, dos processos e dos servidores.

O gestor deve promover um planejamento que atenda às grandes demandas considerando as etapas necessárias para este processo. Em outras palavras, é preciso preparar o terreno: definir as tecnologias a serem adquiridas ou desenvolvidas, modelar processos, treinar os servidores etc.

Vale destacar seu papel na conscientização sobre a necessidade da participação coletiva. Afinal, inovar é algo que depende do engajamento dos servidores. Do contrário, os desafios podem ser maiores do que o esperado.

Quais são os principais desafios e como vencê-los?

O primeiro grande desafio é a gestão de pessoas. Os servidores, principalmente aqueles que estão no cargo há mais tempo, costumam apresentar uma resistência natural a mudanças. Afinal, se o processo funciona da maneira como está hoje, para que mudar?

Nesse ponto, é fundamental dialogar e criar canais de comunicação para receber sugestões. As mudanças devem ser justificadas, de forma que os servidores entendam os benefícios e participem ativamente das melhorias.

Outro ponto importante é o custo. Investir dinheiro público é algo que sempre está acompanhado de análises de viabilidade, disponibilidade, retorno etc. A melhor forma de lidar com isso é definindo as prioridades.

Cada órgão público tem suas demandas e, na maioria das vezes, isso varia de região para região. Identificar as necessidades mais emergentes da população é o primeiro passo, pois ajuda a direcionar os investimentos de acordo com o que é prioritário.

Para complementar, é importante lidar com a inovação como um processo contínuo. Isso significa seguir um projeto amplo de desenvolvimento. A inovação não deve ser pontual, deve ser integrada, para que o modelo de gestão como um todo seja modernizado gradativamente.

Do ponto de vista tecnológico, isso exige pensar nas soluções adotadas como complementares, que dialogam entre si e centralizam cada vez mais a gestão.

Como implementar de forma efetiva a inovação na gestão pública?

Enquanto o setor privado é guiado pela concorrência do mercado e o comportamento do consumidor, o setor público deve atender às demandas da população e otimizar seus serviços. Por isso, a inovação deve ter como principais objetivos a criação de novos serviços e a melhoria dos já existentes, a redução de custos e a otimização de processos.

Com o acesso facilitado à tecnologia, a população passou a ter interesse ainda maior sobre o que está sendo feito. Criar canais de transparência, por exemplo, permite o envolvimento do cidadão nas atividades dos órgãos do governo. Consequentemente, as demandas passam a ser mais claras para os servidores.

A estratégia de inovação deve ser norteada pelas necessidades da população. Assim, cada órgão, secretaria ou ministério deve levantar as principais demandas e atuar com base em um projeto amplo que promova a inovação de forma integrada.

Para entender como isso pode ser feito, vamos agora aos principais cases de sucesso.

Como isso vem sendo feito?

O conceito de cidade inteligente (smart city) vem sendo adotado ao redor de todo o mundo como um modelo a ser seguido. Grosso modo, trata-se de um projeto amplo de inovação no setor público, pois utiliza a tecnologia para promover melhorias nos serviços e no bem-estar da população.

A cidade colombiana de Medellín, por exemplo, vem se tornando símbolo mundial de inovação no que diz respeito à segurança pública. O projeto desenvolvido contou com medidas básicas, como reduzir o tempo de resposta a emergências, mas também com a implementação de complexos sistemas de monitoramento com câmeras inteligentes.

São Paulo, por sua vez, se destaca devido às melhorias na mobilidade urbana e acessibilidade. Já Belo Horizonte investiu amplamente no uso da tecnologia para beneficiar o saneamento básico e a coleta de lixo.

Outro exemplo interessante é a cidade de Songdo, na Coréia do Sul. Nesse caso, um sistema de inteligência artificial faz a gestão dos semáforos da cidade de forma a reprogramá-los continuamente de acordo com o volume de carros nas ruas. O monitoramento é feito por meio de sensores subterrâneos e promoveu uma melhora significativa no tráfego.

São medidas muitas vezes simples, mas que causam grandes impactos positivos e podem ser sentidas — e monitoradas — pela população. Por isso, faça da tecnologia uma aliada, transformando a inovação no setor público uma realidade. Os resultados são extremamente positivos a curto e longo prazo!

Se quer saber como isso pode ser feito no contexto específico do seu departamento, entre em contato com a CPD Informática e fale com quem mais entende do assunto!

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