nuvem pública, privada e híbrida

Nuvem pública, privada e híbrida: qual é a mais adequada para o governo?

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As tecnologias em nuvem alteraram significativamente a forma como as informações e os serviços são consumidos e fornecidos. Nesse contexto, há um grande potencial em adotar a cloud em órgãos públicos. Porém, é preciso analisar quais modelos podem trazer toda essa capacidade à tona. Escolher entre nuvem pública, privada e híbrida é o primeiro passo para isso.

Vamos conversar um pouco sobre cada um desses modelos? Acompanhe este artigo!

A nuvem como impulsionadora da transformação digital

Quando falamos em organizações governamentais, essas questões podem surgir:

  • necessidade de redução de custos, melhorando os níveis de serviço para funcionários e cidadãos;
  • conveniência de mudar de um modelo CAPEX — com grandes custos em infraestrutura e verba de investimento — para um modelo OPEX — mais elástico, escalável e com verba de custeio;
  • inevitabilidade de manipular e analisar volumes cada vez maiores de informações para suportar políticas e implementações orientadas por dados.

É possível dizer que os órgãos públicos estão em um caminho cada vez mais acelerado rumo à transformação digital. A computação em nuvem desempenha um papel importante nesse contexto.

As organizações governamentais querem a capacidade de aproveitar as melhores soluções locais e o melhor da nuvem, e precisam ter certeza de que é seguro, especialmente quando falamos em dados sensíveis.

A computação em nuvem evoluiu desde a sua criação e os provedores de serviços desenvolveram avanços em seus recursos para oferecer o melhor armazenamento possível.

Além disso, esse sistema também conta com ferramentas que ajudam contra a ameaça cibernética.

Com a solução adequada, os órgãos públicos podem obter o máximo desses benefícios. No entanto, é preciso adotar uma abordagem ponderada e criteriosa para gerenciar a segurança na nuvem.

Os principais tipos de nuvem

Existem diferentes modelos de nuvem, cada um apropriado para determinados cenários e inadequado para outros. Vamos entender como cada um deles funciona!

Nuvem pública

As nuvens públicas têm seus recursos compartilhados entre os clientes e são ótimas para quem procura experimentar seus benefícios ou ter um aplicativo codificado especificamente para aproveitar os enormes recursos de infraestrutura que esse modelo pode fornecer.

Um mito comum sobre esses tipos de nuvem é que, por serem públicas, não sejam seguras. Isto não é necessariamente verdade. As nuvens públicas já percorreram um longo caminho e muitos provedores se esforçam para acompanhar as mais recentes tecnologias de segurança.

O resultado são serviços com grau consistente de segurança, cabendo a cada organização decidir qual tipo de dado alocar nesse ambiente.

No entanto, existem algumas limitações nesse modelo. Apesar ter uma boa relação custo-benefício para workloads elásticos, isto é, onde a demanda é variável ou imprevisível, não se mostra financeiramente vantajosa para cargas de trabalho previsíveis.

Via de regra fica mais barato manter infraestrutura local para suportar as aplicações do dia-a-dia, especialmente quando se trata de arquitetura cliente-servidor.

Outro ponto em que a nuvem pública nem sempre é a melhor opção, são nas aplicações de alta performance. Provedores cobram extra por: alocar sua aplicação em armazenamento all-flash, alto uso de CPU, conexão de baixa latência e uso intensivo de banda. Se a sua organização possui demandas dessa natureza, talvez faça mais sentido ir pelo caminho da nuvem privada ou híbrida.

As nuvens públicas podem armazenar uma variedade de aplicativos, incluindo software de CRM, e-mail e sites, e normalmente são mais adequadas para aplicativos que podem ter tempo de inatividade.

As principais vantagens da nuvem pública são:

  • custos elásticos: não é necessário comprar hardware ou software e você paga apenas pelo serviço que usa;
  • sem manutenção: o seu provedor de serviços fornece a manutenção;
  • escalabilidade quase ilimitada: recursos sob demanda estão disponíveis para atender às necessidades de seu negócio;
  • alta confiabilidade: uma vasta rede de servidores previne contra falhas.

Nuvem privada

Considerando que uma nuvem pública está espalhada por várias organizações, uma nuvem privada é dedicada a um único negócio.

Você ainda obtém muitos dos mesmos benefícios de uma nuvem pública, como escalabilidade e automação. Se a sua organização exigir níveis altos de segurança, performance ou altas demandas de tempo de atividade, então uma nuvem privada pode ser mais adequada.

Outra vantagem desse modelo para organizações governamentais é a garantia de que os dados estarão armazenados dentro do território nacional. Muitos provedores de nuvem pública não têm datacenter no Brasil, ou fazem as cópias de redundância em outros países.

Como o hardware em uma nuvem privada é dedicado exclusivamente a sua organização, não há variáveis desconhecidas quando se trata de quem mais poderia compartilhar seus recursos. Nuvens privadas podem ser totalmente gerenciadas por um provedor terceirizado, ou você mesmo pode gerenciá-las, se desejar.

Uma desvantagem desse modelo é que, dependendo da forma de contratação, é necessário se fazer um investimento inicial relativamente alto na compra de hardware, licenciamento e serviços. Quando falamos em arquitetura modular, tal inconveniência pode ser amenizada. Essa forma permite começar pequeno ir crescendo conforme demanda (pay-as-you-grow).

De toda forma o estudo de ROI mostra-se quase sempre favorável a manutenção de ao menos parte da infraestrutura local para aplicações críticas e cargas de trabalho previsíveis.

Os principais benefícios das nuvens privadas são:

  • mais flexibilidade: sua organização pode personalizar seu ambiente de nuvem para atender a necessidades específicas;
  • segurança aprimorada: os recursos não são compartilhados com outras pessoas, portanto, há níveis mais altos de controle e segurança;
  • alta escalabilidade: as nuvens privadas ainda permitem a escalabilidade e a eficiência de uma nuvem pública.

Nuvem híbrida

Nuvens híbridas, como o próprio nome diz, usam um pouco de ambos tipos já citados.

Esse modelo usa uma mistura de nuvem pública e privada e fica no espectro entre hardware compartilhado e hospedado em particular.

Nesse modelo a equipe de TI pode ter o melhor de dois mundos: a escalabilidade e a conveniência da nuvem pública para as demandas sazonais, somadas à economia e à performance local da nuvem privada para demandas previsíveis.

Uma solução de nuvem híbrida também faz sentido para organizações que têm determinados aplicativos de nível crítico, que devem ser hospedados em uma nuvem privada, mas outros aplicativos que não precisam da mesma atenção.

A nuvem híbrida é particularmente útil para organizações cujas cargas de trabalho variam drasticamente em vários momentos.

As vantagens das nuvens híbridas são:

  • controle: sua organização pode manter uma infraestrutura privada para ativos confidenciais;
  • flexibilidade: você pode aproveitar recursos adicionais na nuvem pública quando precisar deles;
  • custo-benefício: com a capacidade de escalonar para a nuvem pública, você paga por um poder de computação extra somente quando necessário;
  • facilidade: fazer a transição para a nuvem não precisa ser uma atividade muito complexa, já que você pode migrar gradualmente — o aumento gradual das cargas de trabalho ao longo do tempo.

A escolha do modelo ideal

Como você pôde perceber, existem algumas variáveis a serem consideradas no momento de adotar um modelo de armazenamento em nuvem.

Na verdade, não existe uma resposta simples, mas sim uma necessidade da organização avaliar primeiramente seus requisitos internamente e ter a ajuda de um integrador de sistemas e de um parceiro estratégico para responder questões fundamentais, como:

  • análise de aplicativos atuais;
  • aplicativos que serão movidos para a nuvem;
  • requisitos de desempenho;
  • restrições de segurança de dados.

Quando essas perguntas são respondidas e os orçamentos de TI são analisados, fica mais fácil escolher o modelo correto. De qualquer forma, vale considerar alguns exemplos. Veja!

Nuvem pública

Pode ser a ideal para organizações que precisam aumentar rapidamente o desempenho e têm capacidade flutuante e recursos limitados para o investimento. Normalmente é adequada para aplicativos básicos, como e-mail, e em um ambiente onde os dados não são muito críticos ou suscetíveis a ataques e roubos.

Nuvem privada

Este modelo pode ser mais adequado para organizações em que aplicativos e dados são de nível crítico e limitados por restrições. Um exemplo típico disso seria órgãos públicos onde não é permitido que os dados saiam das instalações da organização.

Nessas situações, o investimento em um sistema de nuvem privada com segurança robusta é ideal.

Nuvem híbrida

A maioria das organizações modernas não consegue tomar uma decisão entre adotar uma abordagem de nuvem totalmente pública ou privada. A transferência de armazenamento e computação para a nuvem pública definitivamente tem suas vantagens de custo, mas alguns dados e aplicativos de missão crítica devem permanecer no local.

Um modelo de nuvem híbrida faz todo o sentido nesse cenário. Também é altamente adequado para organizações que estão apenas começando com a nuvem, porque permite que elas executem instâncias de aplicativos na nuvem para comparar o desempenho e finalizar sua estratégia de nuvem.

Independentemente do modelo escolhido — nuvem pública, privada e híbrida —, é preciso contar com um provedor que ofereça disponibilidade, confiabilidade e segurança. Além disso, esse parceiro deve estar equipado com recursos avançados de segurança cibernética, criando uma solução abrangente para os dados em nuvem.

Agora que você já tem em mãos todas as informações para escolher o serviço de nuvem mais adequado para a sua organização, assine nossa newsletter e passe a receber artigos como este diretamente em seu e-mail!

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