Tecnologia no setor público: novos desafios e novas necessidades

Tecnologia no setor público: novos desafios e novas necessidades

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A tecnologia já faz parte da maioria das atividades de nosso dia a dia. Com isso, sua presença no setor público se tornou mais que uma questão de otimização de processos — é uma necessidade. No entanto, a transformação digital e os avanços dos últimos anos vieram com novos desafios.

Afinal, você sabe qual a importância da tecnologia no setor público? Neste post, responderemos a essa pergunta, além de explicar como integrá-la aos serviços, qual o papel da gestão de TI e como deve ser feito esse investimento. Confira!

A tecnologia no setor público

Os avanços promovidos pela tecnologia representam uma ferramenta crucial para o funcionamento dos serviços oferecidos à população. Ao mesmo tempo em que ela é responsável por promover o fornecimento, também gera mudanças estruturais nos órgãos de gestão pública.

Sempre que uma ferramenta é substituída por outra, não se trata apenas de executar um processo de forma mais sofisticada. O papel da tecnologia é melhorar o que já é feito, gerando oportunidades. Isso significa, por exemplo, reduzir custos ou a mão de obra utilizada em uma atividade para poder investir esses recursos em outra.

Além disso, em um mundo cada vez mais conectado, a população passou a ter mais acesso à informação. Consequentemente, o interesse coletivo cresceu no sentido de acompanhar o que é realizado pela gestão — seja a nível municipal, estadual ou federal.

Com a popularização de smartphones e tablets, diversos serviços e produtos estão disponíveis na palma da mão. Logo, também passou a ser possível se relacionar com os serviços públicos dessa forma, uma demanda que só pode ser suprida com inovação tecnológica.

Resumidamente, podemos destacar que a tecnologia desempenha um papel fundamental nos seguintes pontos:

  • integração de secretarias;
  • comunicação e tramitação de documentos;
  • armazenamento mais ágil, barato e seguro das informações;
  • melhoria de processos;
  • transparência com a população.

Para tanto, é importante estar atento a uma das grandes tendências da transformação digital: a integração tecnológica.

Como fazer integração de tecnologia

A gestão de serviços deve ser cada vez mais centralizada, de forma a facilitar o controle e otimizar os serviços. Softwares, ferramentas, plataformas, processos e até mesmo departamentos tendem a convergir para uma única estrutura. Isso significa que diferentes tecnologias precisam conversar entre si.

Esse é um dos grandes desafios da atualidade, tanto no setor público quanto no privado. Os softwares devem falar a mesma língua para otimizarem processos e reduzirem a burocracia desnecessária, eliminando o uso de papel. Quanto mais automatizado for o trabalho no setor público, mais recursos ficam livres para serem investidos em outras frentes.

Uma das estratégias para fazer essa integração é o uso de tecnologias como cloud computing e Internet das Coisas (IoT). O uso da nuvem vem sendo difundido mundialmente como uma solução extremamente eficiente para os mais variados processos da TI.

A IoT, por sua vez, permite que os dispositivos se conectem a uma rede e troquem informações em tempo real. Assim, é possível implantar um sistema que levanta informações para tomadas de decisões embasadas em dados mais confiáveis.

Outros fatores relevantes para o desenvolvimento de um projeto tecnológico para o setor público são:

  • o custo com implantação, treinamento etc., pois o retorno sobre o investimento deve ser bem avaliado;
  • a necessidade, pois cada cidade ou região tem suas próprias demandas que devem guiar o investimento;
  • as adaptações necessárias, já que cada inovação tecnológica exige treinamento, compra de equipamentos etc.; e
  • manutenção, pois é necessário manter as novas tecnologias em funcionamento, sejam elas físicas (hardware) ou digitais (software).

Tendo isso em vista, é importante compreender o papel de protagonismo que a gestão de TI desempenha no setor público atualmente.

A importância da gestão de TI no setor público

Se a inovação tecnológica cumpre a função de alavancar a melhoria nos serviços públicos, cabe aos gestores desses recursos o papel de definir sua estratégia de ação. Nesse sentido, a TI de hoje deixou de atuar como um setor que simplesmente “apaga incêndios” — seu funcionamento deve ser estratégico.

Com a transformação digital, a gestão pública percebeu que é preciso identificar as demandas de cada região e aplicar soluções personalizadas. No entanto, isso exige uma capacitação profissional cada vez maior, assim como experiência com inovação tecnológica.

O alicerce da gestão de TI no setor público deve ser o diálogo com outros órgãos. Se o grande desafio de uma cidade é aumentar a segurança nas ruas, por exemplo, é possível implementar redes Wi-Fi públicas espalhadas pela cidade e oferecer aplicativos de smartphone para que os próprios cidadãos reportem os casos de violência.

Aliado a isso, um sistema integrado de câmeras inteligentes pode agilizar tanto o deslocamento da polícia quanto a identificação de situações de risco. A iluminação pública também desempenha um papel importante nesse conjunto de medidas que, como você pode ver, são desencadeadas por uma demanda.

Assim, a gestão de TI tem a função de levantar as necessidades da população e de cada órgão para colocar seu conhecimento técnico em prática e oferecer soluções mais eficientes. O resultado é o aumento do bem-estar social e a melhoria contínua dos serviços.

Os investimentos no setor

O investimento em tecnologia não pode ser pontual ou paliativo, deve ser parte da plataforma de um país. A movimentação do governo nos últimos anos tem sido de implementar leis de incentivo à inovação tecnológica com o objetivo de viabilizar essas mudanças.

Quanto aos órgãos de gestão, cabe tirar proveito das oportunidades e focar os investimentos nas principais demandas de cada região. Muitas vezes, isso exige um trabalho a longo prazo. Afinal, nem toda tecnologia trará resultados em poucos dias.

Ainda assim, o alicerce tecnológico deve ser construído gradativamente. As cidades inteligentes (smart cities) vêm se tornando uma realidade inevitável. Nelas, a tecnologia é integrada aos serviços para beneficiar segurança, saúde, educação, transporte público, etc.

A dosagem do investimento deve ser feita de acordo com um projeto de modernização. A nível municipal, por exemplo, as grandes demandas muitas vezes estão ligadas à transparência.

Criar plataformas digitais para o acesso aos dados escolares dos alunos, por exemplo, traz resultados rápidos. As filas de atendimento diminuem e o investimento pode então ser direcionado a outras frentes.

São mudanças estruturais que devem seguir um objetivo estratégico da gestão, permitindo que haja um planejamento para dar retorno aos recursos públicos investidos. Em muitos casos, buscar parceiros especializados pode ser uma alternativa eficiente para garantir que o projeto traga os resultados esperados.

Como você pode ver, o uso da tecnologia no setor público é fundamental e precisa ser gerenciado com eficiência. Faça uma análise do seu departamento e implemente uma cultura de inovação para levar a transformação digital até os servidores!

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